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DESABAFO
Para o mim mesmo Iracundo, irascível, insensível Pra quem serve este poema? Crianças suicidas, homem de bomba na mão Refazem o deserto O deserto da solidão E a guerra? A guerra é de filhos contra pais Irmãos contra irmãos Rastro sujo de insana inglória Iracundo, irascível, imbecil Não vê que a vida é um fio Orgulhoso, vaidoso e covarde Peça por piedade Egoísta, egocêntrico, talentoso Não vê que são inúteis seus esforços? Pra quem é esse poema? Pra quem esse poema é? Tenho pena de você Tenho pena do que pode ser Não pense que o temo Não temo idiotas Patriotas, imbecis Há um instante e já não estamos mais aqui A vida é um fenômeno Não um velocímetro Mas é impossível É impossível não amar você Lá, Lá, Lá Lá, Lá, Lá, Lá... Este mundo é muito torto Vamos ter que mexer no eixo “Errar não humano depende de quem erra” A fera de hoje Estará no museu de cera amanhã Não tenho medo do amanhã Não tenho medo do regresso Dia de juízo O dia do acerto Pois sei que tenho crédito E não poderia ser diferente Sou um Dom Quixote e para quê esse poema? Leonardo Daniel
Leonardo Daniel
Enviado por Leonardo Daniel em 05/04/2020
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